Cancer de mama – Os fatores de risco que n?o podem ser evitados

Rastreamento periódico é indicado como forma de preven??o para pessoas que se enquadram em um ou mais grupos com maior propens?o à doen?a

O cancer de mama atinge cerca de 58 mil mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Cancer - INCA1.? A fim de prevenir, os principais institutos de oncologia do país elegeram fatores de risco a serem evitados, tais como o álcool, vida sedentária e obesidade, entre outros. Esse alerta pode ajudar a reduzir o número de diagnósticos na fase metastática da doen?a, que é quando o tumor se espalha a partir do lugar onde se inicia para outro local do corpo.

Entretanto, existem aqueles que n?o possibilitam resguarda, os chamados fatores de risco n?o modificáveis. Apesar de n?o afirmarem que a mulher terá cancer, ajudam a alertar as pessoas nesses grupos para maior aten??o aos sintomas e sinais do cancer de mama, como a prioriza??o do acompanhamento médico e realiza??o de exames preventivos.

O INCA os classifica de duas maneiras: Fatores endócrinos ou relativos à história reprodutiva e fatores genéticos/hereditários2. Os fatores endócrinos s?o os causados por estímulos produzidos pelo estrogênio (horm?nios) como acontece na menstrua??o precoce, na menopausa tardia, aquelas que têm a primeira gravidez após os 30 anos ou as que n?o têm filhos. Os fatores hereditários est?o relacionados à presen?a de muta??es em determinados genes transmitidos na família, especialmente BRCA1 e BRCA2, como o caso da atriz Angelina Jolie, que retirou as mamas em 2013.

No entanto, o Instituto Oncoguia3 ainda adiciona mais alguns fatores de risco na lista dos itens que necessitam de aten??o. Mulheres acima de 55 anos têm mais chances de desenvolver cancer de mama invasivo. Do ponto de vista étnico, no geral, as mulheres caucasianas têm mais tendência a desenvolver cancer de mama do que as negras. Porém, em mulheres com menos de 45 anos, a doen?a é mais incidente em negras. Outro fator que merece aten??o s?o as mamas densas. Além disso, outras doen?as benignas da mama, como nódulos ou les?es, podem estar relacionadas ao desenvolvimento de tumores.

“Estar no grupo de risco é um alerta para que a paciente seja a mais cuidadosa possível e evite os agravantes modificáveis, mas n?o isenta as que n?o est?o nele”, explica Maikol Kurahashi, oncologista da Santa Casa de Curitiba. O cancer de mama é um tumor maligno que mais acomete as mulheres em todo mundo. A doen?a se desenvolve nos seios e que caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células. “As chances de cura do cancer de mama chegam a 95% se for diagnostica precocemente”, diz o especialista.

A cada 10 minutos, estima-se que uma mulher seja diagnosticada com a doen?a.?Segundo pesquisas, aproximadamente 50% das pacientes atendidas pelo servi?o público descobrem a doen?a já em estágios mais avan?ados, também conhecido como metastático4. “Os órg?os mais frequentemente atingidos s?o: ossos, pulm?es, fígado e cérebro”, explica o especialista.

Para o oncologista, o monitoramento precoce nessas mulheres pode evitar que o diagnostico seja feito apenas na fase avan?ada da doen?a. Atualmente, o cancer de mama metastático HER2 positivo, um dos mais agressivos entre os quatro subtipos da doen?a, representa de 20% dos casos de cancer de mama – ou seja, atinge aproximadamente 11 mil mulheres por ano, no Brasil. ?

Dr. Kurahashi esclarece, ainda, que as perspectivas da ciência trouxeram novas solu??es contra o cancer de mama nas diferentes fases da doen?a. Na fase mais avan?ada da doen?a, a metastática, por exemplo, já existe alternativas de tratamento que controlam o tumor. Por meio das terapias-alvo, é possível atacar especificamente as células cancerígenas, impedindo a progress?o da doen?a, proporcionando mais tempo e qualidade de vida às pacientes.

O monitoramento precoce pode ser feito ao estimular a consulta anual ao médico com realiza??o periódica da mamografia, para mulheres a partir de 50 anos se n?o houver histórico familiar, ou no aparecimento particular de qualquer sinal ou sintomas, ainda s?o elementos fundamentais para diminuir o número de casos e impacto na vida das mulheres.

Referência

1 – Site do INCA -?http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/sintese-de-resultados-comentarios.asp?- acessado em 13 de dezembro de 2016

2 - Site do INCA -?http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama/fatores_de_risco_1?- acessado em 13 de dezembro de 2016

3 –?Site Oncoguia -?http://www.oncoguia.org.br/conteudo/cancer-de-mama/1411/31/??- acessado em 13 de dezembro de 2016

4 - Dados do TCU de 2011 em?http://www.sbradioterapia.com.br/pdfs/relatorio-tribuna-contas-uniao.pdf.-?acessado em janeiro de 2017